[VÍDEO] – Imunoterapia em Câncer de Mama: rompendo as fronteiras do tratamento

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O oncologista Dr. Jorge Leal, da Clion – Grupo CAM, comentou algumas das principais novidades em imuno-oncologia apresentadas no San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) 2018, que ocorreu entre 04 e 08 de dezembro, em San Antonio (EUA).

O oncologista lembrou os resultados não tão impactantes dos trabalhos iniciais com imunoterapia em câncer de mama, mas recordou também os dados promissores do IMpassion130, trabalho com atezolizumabe em câncer de mama triplo negativo (TNBC) metastático, apresentado na ESMO 2018, que evidenciou redução de risco com a imunoterapia da ordem de 38% nas pacientes PD-L1 positivos. O primeiro destaque dado pelo Dr. Jorge, portanto, foi para os dados de biomarcadores desse estudo, apresentados no SABCS 2018, que revelaram que a expressão de PD-L1 (> 1%) em células imunológicas peritumorais é o principal marcador preditor de benefício por atezolizumabe.

Destacou-se também o uso da imunoterapia no cenário de doença passível de cura, retomando-se os dados animadores do KEYNOTE 173, que avaliou a adição de pembrolizumabe à quimitoerapia neoadjuvante (QTneo [antraciclina, taxano e com ou sem carboplatina]), mostrando taxas de respostas patológicas completas (RPC) de 30-80% a depender do esquema empregado e taxas de sobrevida livre de recidiva (SLR) de até 100% em alguns dos grupos.

O Dr. Jorge comentou dois trabalhos em andamento, nos quais ele tem participação, com protocolos de imunoterapia, em pacientes com tumores HER2+ ou TNBC. O primeiro estudo, com pacientes com TNBC, seleciona aquelas com doença residual após QTneo, randomizando-as para cirurgia ou ipilimumabe + nivolumabe, seguidos de crioterapia e, posteriormente, cirurgia. O segundo estudo (neo-HIP) está recrutando pacientes com câncer de mama HER2+, para 3 braços de neoadjuvância: trastuzumabe + pertuzumabe + paclitaxel (THP); THP + pembrolizumabe; TH + pembrolizumabe, sem pertuzumabe. Serão avaliados desfechos de sobrevida e RPC. O Dr. Jorge Leal reitera que os estudos estão em fase de recrutamento e podem, num futuro próximo, chegar ao Brasil, beneficiando, assim, as pacientes de centros brasileiros.

A Oncologia Brasil está realizando a cobertura do SABCS 2018, diretamente de San Antonio (EUA).

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