Tumores Urológicos: cuidados oncológicos durante a pandemia de COVID-19

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Dr. Gustavo Fernandes, oncologista clínico do Hospital Sírio-Libanês de Brasília, discutiu sobre os cuidados de pacientes com tumores urológicos durante a pandemia de COVID-19 com o Dr. Diogo Bastos, oncologista clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo e do ICESP.

A conversa entre os especialistas começou pelo câncer de próstata. Sabe-se que o rastreamento com PSA é um tema controverso, principalmente entre a população de maior risco, entre os 50 e 70 anos de idade. Por isso, neste momento, recomenda-se flexibilizar e aguardar seis meses para realizar o teste, exceto em casos de pacientes que apresentem sintomas.

Já a definição das condutas em pacientes diagnosticados dependerá do risco. Doenças localizadas geralmente são indolentes e não demandam urgência no tratamento, apenas vigilância ativa. Para casos de maior risco, como tumores localmente avançados, deve-se avaliar a possibilidade de tratamento inicial com hormonioterapia, postergando a radioterapia e minimizando as idas ao hospital.

Os oncologistas comentaram ainda sobre doença bioquímica, doença metastática, quimioterapia, além de outros tipos de câncer urológico, como testículo, bexiga e tumores renais.

Ao final do bate papo, Dr. Diogo opinou sobre telemedicina. Para ele, a ferramenta ajuda a dar seguimento às consultas de pacientes assintomáticos, pois possibilita orientações básicas para esclarecimento de dúvidas, solicitar exames e analisá-los. Porém, pacientes sintomáticos, em sua opinião, não devem adiar a ida ao hospital.

Por fim, segundo o médico, é sempre válido lembrar que cada caso deve ser analisado individualmente e devidamente discutido com o paciente e seus familiares, mesmo que de forma digital. Como consideração final, ele reforça a importância de os profissionais de saúde manterem-se atentos à literatura médico-científica e se adaptarem rapidamente à realidade.

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