Sintilimabe é superior ao docetaxel como tratamento de 2ª linha para CEC de pulmão avançado/metastático

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Pacientes com carcinoma espinocelular (CEC) de pulmão avançado têm opções de tratamento de segunda linha muito limitadas após falha de tratamento com doublet de platina 

ORIENT-3 (NCT03150875), um estudo de fase III, randomizado, aberto e multicêntrico foi apresentado nesta primeira semana do American Association for CancerResearch (AACR) Annual Meeting 2021. O trabalho comparou a eficácia e a segurança de sintilimabe (um anticorpo anti-PD-1) versus docetaxel no tratamento de segunda linha em pacientes com CEC de pulmão avançado.  

Os participantes com doença estadio IIIB/IIIC (inelegíveis para quimioradioterapia) ou IV que apresentaram progressão de doença durante ou após quimioterapia de primeira linha baseada em platina foram inscritos e randomizados 1:1 para receber 200mg de sintilimabe ou docetaxel 75mg/m2 EV a cada três semanas até a progressão da doença ou toxicidade inaceitável. O desfecho primário foi a sobrevida global (SG). 

Resultados 

Em 31 de julho de 2020, 290 participantes foram inscritos. A análise de eficácia (n = 280) foi baseada em FAS (Full Analysis Set, ou seja, o método mais próximo possível do princípio de intenção de tratar) e a análise de segurança foi baseada no conjunto de segurança (n = 274). As características da linha de base foram bem equilibradas entre os grupos e a maioria dos pacientes na análise de eficácia (75,9% no braço sintilimabe e 77% no braço docetaxel) apresentou pontuação ECOG PS de 1. A mediana de ciclos de tratamento com sintilimabe foi de oito (intervalo de 1 a 45) e dois com docetaxel (intervalo 1 a 15).   

Com um acompanhamento médio de 23,56 meses, sintilimabe apresentou melhora estatisticamente significativa de SG versus docetaxel, alcançando a mediana de 11,79 versus 8,25 meses (HR 0,74; IC95%: 0,56 – 0,96; P = 0,02489), respectivamente. A SLP mediana também foi superior: 4,30 versus 2,79 meses (HR 0,52; IC95%: 0,39 – 0,68; P < 0,00001). A taxa de resposta objetiva confirmada foi de 25,5% no braço sintilimabe e 2,2% no braço docetaxel. 

 Eventos adversos relacionados ao tratamento (TRAEs) ocorreram em 84,7% dos pacientes sob tratamento com sintilimabe e 83,1% com docetaxel, os mais comuns sendo hipotireoidismo (18,1%) e alopecia (34,6%), respectivamente. TRAEs ≥ grau 3 foram menos frequentes no braço da imunoterapia (18,1%) do que no da quimioterapia (36,2%). Cinco participantes evoluíram a óbito relacionado ao sintilimabe e um paciente morreu por efeitos adversos relacionados ao docetaxel  

Os pesquisadores concluíram que o sintilimabe como tratamento de 2ª linha para CEC de pulmão avançado/metastático demonstrou superioridade em SG, SLP e taxa de resposta em comparação a docetaxel.  

Referências:  

  1. Shi Y, et alORIENT-3: A randomized, open-labelphase 3 study of sintilimab versus docetaxel in previously treated advanced/metastatic squamous non-smallcell lung cancer (sqNSCLC). Abstract CT041. AACR Annual Meeting. 2021. 

 

 

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