FDA aprova amivantamabe no tratamento do CPNPC com mutação de inserção no éxon 20 do EGFR

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Com a aprovação, os pacientes com câncer de pulmão não pequenas células com essa mutação terão uma importante estratégia de terapia alvo  

 

No dia 21 de maio de 2021, a U.S. Food and Drug Administration (FDA) aprovou o amivantamabe como o primeiro tratamento em pacientes com CPNPC que apresentam mutação de inserção no éxon 20 do EGFR. A FDA também aprovou o Guardant360 CDx como diagnóstico complementar para o uso do amivantamabe. 

Dentre as diferentes malignidades, o câncer de pulmão é a principal causa de morte relacionada ao câncer em todo o mundo. O CPNPC é o tipo mais prevalente dos tumores torácicos primários e aproximadamente 2% a 3% dos pacientes apresentam mutações de inserção do éxon 20 do EGFR.
Os pesquisadores avaliaram a eficácia do amivantamabe no CHRYSALIS (NCT02609776), um estudo em andamento aberto de fase 1, multicêntrico, primeiro em humanos, que avalia a segurança, a farmacocinética e a eficácia de amivantamabe em monoterapia e em combinações (incluindo lazertinibe, um novo inibidor de tirosina-quinase anti-EGFR de terceira geração para adultos com CPNPC avançado).
Pacientes com CPNPC localmente avançado ou metastático com mutações de inserção EGFR éxon 20 que apresentavam peso menor do que 80kg receberam 1050mg de amivantamabe e pacientes com peso ≥ 80kg receberam amivantamabe 1400mg semanalmente, por quatro semanas, com dose inicial dividida nos dias 1 e 2 da primeira semana e, em seguida, administrada a cada duas semanas em diante até  progressão de doença ou toxicidade inaceitável. O desfecho primário foi a taxa de resposta objetiva (TRO) por RECIST v1.1, conforme avaliado por um comitê de revisão central independente e cego. 
Em 81 pacientes avaliados com CPNPC apresentando mutações de inserção no éxon 20 do EGFR, cuja doença havia progredido durante ou após quimioterapia à base de platina, a TRO foi de 40% (3,7% de resposta completa e 36% de resposta parcial). A duração mediana de resposta foi de 11,1 meses, com 63% dos pacientes mantendo resposta por seis meses ou mais.
Os efeitos colaterais mais comuns incluem erupção cutânea, reações infusionais, infecções da pele ao redor das unhas ou pés, dores musculares e articulares, falta de ar, náuseas, fadiga, edema de face ou extremidades, estomatite, tosse, constipação intestinal, vômitos e mielotoxicidade. Amivantamabe deve ser suspenso se os pacientes desenvolverem sintomas de doença pulmonar intersticial e descontinuado permanentemente se a doença pulmonar intersticial for confirmada. Os pacientes que recebem essa terapia devem limitar a exposição ao sol durante e por dois meses após o tratamento.   

Saiba mais: 

Referências:  

  1. FDA Approves First Targeted Therapy for Subset of Non-Small Cell Lung Cancer | FDA  
  1. Park, Keunchil, et al. “Amivantamab (JNJ-61186372), an anti-EGFR-MET bispecific antibody, in patients with EGFR exon 20 insertion (exon20ins)-mutated non-small cell lung cancer (NSCLC).” (2020): 9512-9512. 

 

 

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