Estudo sobre qualidade de vida em pacientes com câncer de mama é destaque na ISPOR 2020

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Na sessão de abertura da ISPOR 2020, o professor Jason Shafrin, do Precision Health Economics and Outcomes Research da Universidade de Los Angeles chamou a atenção para o fato de que responsabilidade orçamentária e alocação de recursos naquelas ações que têm valor – conceitos que sempre foram fundamentos de economia da saúde – nunca estiveram tão próximos da comunidade médica em geral e do público leigo.

A pandemia da COVID-19, que demandou a inédita realização do maior encontro de ISPOR em formato virtual, já mostrou mudanças no comportamento social e as discussões não poderiam ser diferentes. Este tema e suas consequências permearam os debates em vários momentos, mas não afastaram o foco das metodologias e dos estudos realizados em outras áreas.

Um dos estudos que se destacaram contou com a colaboração de vários países: França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos. Foi realizado entre junho e outubro de 2019 para avaliar a qualidade de vida de 2.327 pacientes com câncer de mama estadio I-III, HR+/Erb2-.

Pacientes em tratamento ou acompanhamento eram convidadas a preencher o questionário EQ-5D-5L (EuroQol-5 Dimensions-5 Levels) com devidos ajustes por país. O objetivo foi avaliar qualidade de vida das pacientes dos diversos subgrupos. Os escores estatísticos, por índices e por escala análogo visuais (EAV) foram estratificados por país, idade e status de tratamento (em tratamento ativo ou acompanhamento), para quantificar as utilities.

Sabendo-se que em uma situação de plena saúde a utilitie é 1, de forma geral, os resultados foram de 0,836 para pacientes em tratamento e 0,851 para pacientes em acompanhamento pós terapia. Idade teve impacto maior no escore: 0,87 para pacientes com 25 e 34 anos e 0,734 para mais de 75 anos.

Essas informações são importantes para que se possa endereçar estudos de custo-utilitie, ou seja, estudos de custo-efetividade com ajustes por ano de vida ganho ajustado por qualidade de vida (QALY). Com um basal de qualidade de vida alto nesses grupos, os escores permitem avaliar futuramente qual o impacto comparativo com outros cenários médicos, incluindo recidivas e cada tipo de quimioterapia.

Referência:
Law E, Spurden D, Piercy J, Williams R, Corsaro M, Pike J, Criscitiello C. HEALTH RELATED
QUALITY OF LIFE AMONG PATIENTS WITH EARLY BREAST CANCER- A MULTINATIONAL STUDY.
CN1 # ISPOR Virtual Meeting 2020.

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