Estudo avalia bevacizumabe de referência vs. biossimilar para pacientes com CPNPC não escamoso

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Primeira análise de estudo observacional que avaliou dados de vida real desses pacientes foi apresentada durante o Virtual ISPOR 2021 

Escrito por Dra. Camila Bragança Xavier e revisado por Oncologia Brasil

 

Um dos trabalhos de maior destaque apresentados durante o Virtual ISPOR 2021, evento da ISPOR – The Professional Society for Health Economics and Outcomes Research, que acontece entre os dias 17 e 20 de maio, trouxe dados de vida real de eficácia e segurança do biossimilar do fármaco bevacizumabe.  

Bevacizumab-awwb foi o primeiro medicamento biossimilar aprovado pelo FDA para tratamento de câncer nos Estados Unidos, com base nos dados de um estudo clínico comparativo, que incluiu pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC) não escamoso.  

O estudo é de natureza observacional e incluiu pacientes com CPNPC avançado que usaram bevacizumabe biossimilar entre julho de 2019 e março de 2020 ou bevacizumabe de referência de 2015 a 2018. Essa primeira análise interina foi realizada seis meses após o início do tratamento. O desfecho primário a ser investigado no estudo foi mortalidade por qualquer causa, e os desfechos secundários incluíram o número de doses da medicação recebidas e a incidência de eventos adversos sérios. 

Resultados: 

Um total de 353 pacientes foram incluídos no estudo, sendo 58 para receber bevacizumabe biossimilar e 295 bevacizumabe de referência. A média de idade foi de 63 ± 10 anos e 54% dos pacientes eram mulheres. A taxa de sobrevida em seis meses foi de 72% e 79% para pacientes recebendo o biossimilar e o de referência, respectivamente (p = 0,27). 

Os grupos biossimilar e referência receberam, em média, 5,5 ± 3,2 e 5,6 ± 2,9 doses de medicação durante o período do estudo (p=0.72). Não foram identificadas diferenças entre os dois grupos no que diz respeito a eventos adversos graves, incluindo hemorragia, perfurações do trato gastrointestinal, eventos tromboembólicos e hipertensão. 

Com base nesses dados é possível concluir que, a curto prazo, tanto o biossimilar quanto o fármaco de referência apresentam eficácia e segurança semelhantes para tratamento de pacientes com CPNPC avançado.
 

 

Referências:
(1) Thatcher, Nicholas, et al. “Efficacy and Safety of the Biosimilar ABP 215 Compared with Bevacizumab in Patients with Advanced Nonsquamous Non–small Cell Lung Cancer (MAPLE): A Randomized, Double-blind, Phase III Study.” Clinical Cancer Research 25.7 (2019): 2088-2095.  

(2) PBI2: Real-World Evaluation of Biosimilar Bevacizumab-awwb versus Reference Bevacizumab in Patients with Advanced Non-Squamous Non-Small Cell Lung Cancer in a U.S. Integrated Healthcare Delivery System: 6-Month Interim Analysis 

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