Infigratinibe em terceira linha ou linha posterior para colangiocarcinoma com fusões FGFR2 sugere benefício

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As opções de tratamento para o colangiocarcinoma metastático ou irressecável são limitadas, com a necessidade de proporcionar maior controle da doença, melhores resultados e terapia direcionada menos tóxica do que a quimioterapia padrão

Durante o Congresso Mundial da ESMO GI 2020, Javle et al apresentaram dados de eficácia do infigratinibe, um inibidor seletivo do fator de crescimento de fibroblastos (FGFR 1-3), em terceira linha ou linha posterior para pacientes com colangiocarcinoma que apresentam fusões em FGFR2. Os autores também relataram os resultados de sobrevida livre de progressão avaliada pelo investigador (SLPi) e taxa de resposta geral (TRG) para quimioterapia em segunda linha nessa população.

O estudo de fase II, braço único, recrutou 71 pacientes com colangiocarcinoma avançado com fusões em FGFR2 submetidos a tratamento prévio com gemcitabina. Eles pacientes receberam infigratinibe (BGJ398) 125 mg/dia por via oral nos dias 1 a 21, em um ciclo de 28 dias, até toxicidade inaceitável, progressão da doença, retirada do paciente pelo investigador ou retirada do consentimento. Dos 71 pacientes, 44 eram mulheres e a idade média foi de 53 anos. O desfecho analisado no estudo foi a SLPi e a TRG de acordo com RECIST1.1 nos pacientes tratados com infigratinibe em 3ª linha ou demais linhas subsequentes.

Foi realizada também uma análise retrospectiva de um subconjunto de pacientes que recebeu infigratinibe como tratamento de terceira linha ou linha posterior. Dos pacientes com fusões em FGFR2 inscritos, 37 (52%) foram incluídos nessa análise retrospectiva.

A SLPi mediana com quimioterapia padrão de segunda linha foi de 4,63 meses (IC95% = 2,69-7,16) em comparação a 6,77 meses (IC95% = 3,94-7,79) com infigratinibe de terceira linha ou linha posterior. A TRG para quimioterapia em segunda linha foi de 5,4% (IC95% = 0,7–18,2) em comparação com 21,6% (IC95% = 9,8–38,2) para o infigratinibe de terceira linha ou linha posterior.

Segundo os autores, o infigratinibe administrado como tratamento de terceira linha ou linha posterior resultou em um benefício significativo, enquanto os resultados para pacientes tratados com quimioterapia em segunda linha para colangiocarcinoma com fusões FGFR2 foram semelhantes aos relatados na literatura para todos os pacientes com colangiocarcinoma, independentemente do status genômico, mantendo resultados ruins.

Referência:
Abstract SO-5. Javle M, Sadeghi S, Roychowdhury S, et al. Efficacy of second-line chemotherapy in patients with advanced or metastatic cholangiocarcinoma and FGFR2 fusions: A retrospective analysis. ESMO World Congress on Gastrointestinal Cancer 2020 Virtual (1-4 July).

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