Erlotinibe versus quimioterapia como tratamento neoadjuvante/adjuvante no CPNPC ressecável EGFR mutado

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Confira os dados atualizados da análise final de sobrevida, de estudo de fase II, apresentado na ASCO 2021

 

Anteriormente, o estudo EMERGING-CTONG1103 (NCT01407822) havia demonstrado que o tratamento neoadjuvante/adjuvante com erlotinibe melhorou significativamente a sobrevida livre de progressão (SLP) versus quimioterapia, em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) EGFR mutado, estádio IIIA (N2) ressecável. Durante o Congresso Mundial da ASCO 2021, foram apresentados os resultados finais de sobrevida global (SG) do estudo. 

Trata-se de um estudo multicêntrico (17 centros na China), de fase II, randomizado controlado, que comparou erlotinibe (Eversus gencitabina mais cisplatina (GC), como terapia neoadjuvante/adjuvante, em pacientes com CPNPC estádio IIIA-N2 EGFR mutado (deleção do éxon 19 ou mutação L858R do éxon 21).  

De dezembro de 2011 a dezembro de 2017, 386 pacientes foram selecionados, dentre os quais 72 foram atribuídos aleatoriamente ao braço E neoadjuvante/adjuvante (N = 37) ou ao braço GC (N = 35). Os pacientes receberam erlotinibe 150 mg/dia (terapia neoadjuvante por 42 dias; terapia adjuvante por até 12 meses) ou gencitabina 1.250 mg/m² mais cisplatina 75 mg/m2 (terapia neoadjuvante por dois ciclos; terapia adjuvante por até dois ciclos). As avaliações foram realizadas em seis semanas e a cada três meses no período pós-operatório. O desfecho primário foi a taxa de resposta objetiva (TRO) por RECIST versão 1.1; os desfechos secundários incluíram a resposta patológica completa, as taxas de redução dos linfonodos envolvidos, SLP, SG, segurança e tolerabilidade. A data de corte dos dados foi 29 de janeiro de 2021. 

 

Resultados: 

Com um acompanhamento médio de 62,5 meses, a SG mediana foi de 42,2 meses com base em 47 (65,3%) eventos em toda a população por intenção de tratar. A mediana de SG foi de 42,2 meses versus 36,9 meses para E em comparação a GC (HR 0,83, IC 95% 0,47-1,47, p = 0,513). A taxa de SG aos três e cinco anos foi de 58,6% e 40,8% para erlotinibe, e de 55,9% e 27,6% para aqueles que foram tratados com quimioterapia, respectivamente (valor de para 3 anos = 0,819; valor de para 5 anos = 0,252). Todos os subgrupos predefinidos, incluindo idade, sexo, tipo de mutação EGFR, não tiveram diferença significativa nas estatísticas entre os dois braços.  

Os tratamentos subsequentes, especialmente terapia alvo, foram os que mais contribuíram para a SG (HR = 0,35, IC 95% 0,18-0,70), com mediana de 45,8 meses (n = 38).  

Os autores concluem que a vantagem de SLP de E não se traduziu em diferença de SG. 

Referências:  

  1. Wu Y, et al. CTONG1103: Final overall survival analysis of the randomized phase 2 trial of erlotinib versus gemcitabine plus cisplatin as neoadjuvant treatment of stage IIIA-N2 EGFR-mutant non–small cell lung cancerClin Oncol 39, 2021 (suppl 15;  abstr 8502). DOI:10.1200/JCO.2021.39.15_suppl.8502. 

 

 

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