Enfermagem em Foco: Toxicidade: quimioterapia e inibidores de tirosina quinase

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Gislene Padilha, enfermeira de Práticas Avançadas da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo e Membro ABRENFOH, e Patrícia PassosGerente de Enfermagem no Américas Oncologia (RJ), especialista em Auditoria em Serviços de Saúde, mestre em Gestão de Saúde e MBA em Gestão Empresarial, discutem sobre a toxicidade da quimioterapia e dos inibidores de tirosina quinase no segundo webinar do Programa Educacional “Enfermagem em Foco: Navegando na Jornada do Câncer de Pulmão”. 

 Em sua apresentação, Gislene Padilha falou sobre epidemiologia, fatores de risco, rastreamento e diagnóstico do câncer de pulmão, além de compartilhar sua experiência diária no manejo de toxicidades dos tratamentos do câncer de pulmão nãopequenas células, abordando ainda a importância do acesso às terapias da qualidade de vida dos pacientes. 

 Ela comentou que o papel do enfermeiro oncológico na assistência multidisciplinar ao paciente envolve: 

  1. Conhecer o perfil da doença do paciente; 
  2. Conhecer os tipos de tratamentos; 
  3. Fazer o paciente ter acesso ao tratamento;  
  4. Conhecer o perfil de eventos adversos das drogas;  
  5. Estar atualizado quanto à medicina de precisão; 
  6. Conhecer as implicações do teste de biomarcador; 
  7. Desempenhar um papel fundamental na educação do paciente;  
  8. Comunicar-se bem com o paciente para melhorar sua adesão ao tratamento; 

 O foco da palestra da enfermeira Patrícia Passos, na sequência, justamente reforçou a importância do papel do enfermeiro na educação do paciente. Ela resume as principais atividades em: monitorar e triar sintomas de eventos adversos para preveni-los e, consequentemente, diminui-los; coordenar a aderência ao tratamento; e auxiliar o paciente a gerenciar a expectativa sobre os resultados. 

 Para ela, é crucial avaliar a compreensão do paciente sobre sua doença e qual é o plano de tratamento: medicação atual, informações gerais sobre armazenamento, manuseio, descarte, dose e programação dos medicamentos, interação medicamentosa e possíveis efeitos colaterais, entre outros. 

As especialistas ressaltam que o enfermeiro é o primeiro ponto de contato do paciente oncológico que apresentou alguma toxicidade e evento adverso relacionado ao tratamento e, por isso, esse profissional deve estar atualizado em relação à indicação, mecanismo de ação e perfil de toxicidade e as estratégias de manejo, que podem ser diferentes a depender da droga e toxicidade. 

 

Referências: 

Araújo, LH et al. Lung cancer in Brazil. J. bras. pneumol. 44 no.1. 2018  

Ismael et al.Lungcancer histology in a Brazil: A retrospective study of 1,887 patients. DOI: 10.1200/jco.2011.29.15_suppl.e18039 Journal of Clinical Oncology - published online before print May 20, 2011  

Savi, R (ed)Targeted Therapies for Lung Cancer: Focus on lung cancer and findings from multiple clinical centers, 2019. Springer.
 

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