Radioterapia guiada por PET-CT pode ser omitida em pacientes portadores de Linfoma de Hodgkin com estadiamento precoce desfavorável

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Conclusão é de estudo liderado pelo grupo alemão de estudos em Linfoma de Hodgkin (GHSG) e foi apresentado no congresso anual EHA25 Virtual pelo Dr. Peter Borchmann, da universidade de Colônia, Alemanha

O Linfoma de Hodgkin é uma doença com boas taxas de cura e hoje o tratamento de primeira linha da doença de estadiamento inicial contempla a modalidade combinada de quimioterapia, seguida de radioterapia de consolidação. Entretanto, a balança entre eficácia e toxicidade deve ser equilibrada, para que a doença continue sendo altamente curável e as toxicidades tardias sejam amenizadas.

Estudo de fase 3 HD17 – apresentado no simpósio presidencial da 25ª edição do EHA Annual Congress pelo Dr. Peter Borchmann, da universidade de Colônia, na Alemanha, e liderado pelo grupo alemão de estudos em Linfoma de Hodgkin (GHSG) – teve por objetivo avaliar se a radioterapia pode ser omitida sem perda de eficácia nos pacientes que alcançarem resposta completa por PET-CT após tratamento quimioterápico com a estratégia 2 + 2 (2 ciclos do esquema BEACOPP: bleomicina, etoposide, doxorubicina, ciclofosfamida, vincristina, procarbazina e prednisona escalonado seguido de 2 ciclos do esquema ABVD: doxorubicina, bleomicina, vinbastina e dacarbazina).

Foram incluídos 1110 pacientes adultos portadores de Linfoma de Hodgkin recém diagnosticados. Eles foram randomizados entre receber 4 ciclos de quimioterapia seguidos de 30 Gy de radioterapia de campos envolvidos ou terapia adaptada por PET-CT omitindo a radioterapia naqueles pacientes que estivessem com PET-CT negativo após os 4 ciclos de quimioterapia.

O esquema de quimioterapia padrão preconizado pelo grupo são 2 primeiros ciclos do esquema BEACOPP escalonado seguidos de mais 2 ciclos do esquema ABVD. O estudo mostrou que não houve diferença em sobrevida livre de progressão (SLP) entre os grupos. Para os pacientes do grupo que seguiu terapia guiada por PET-CT, se este estivesse positivo após o tratamento quimioterápico, a radioterapia era indicada. Foi evidenciado que esse também foi um fator de risco relacionado à falha terapêutica.

O estudo conclui que a radioterapia pode ser omitida sem perda de eficácia relevante, com a expectativa de poupar a toxicidade tardia relacionada a radioterapia.

Referência:
Borchmann, P et al. POSITRON EMISSION TOMOGRAPHY GUIDED OMISSION OF RADIOTHERAPY IN EARLY-STAGE UNFAVORABLE HODGKIN LYMPHOMA: FINAL RESULTS OF THE INTERNATIONAL, RANDOMIZED PHASE III HD17 TRIAL BY THE GHSG. EHA Library. Borchmann P. 06/12/20; 294921; S101
https://library.ehaweb.org/eha/2020/eha25th/294921/peter.borchmann.positron.emission.tomography.guided.omission.of.radiotherapy.html?f=listing%3D0%2Abrowseby%3D8%2Asortby%3D1%2Asearch%3Dhd17

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