Combinação de venetoclax com decitabina resulta em melhor resposta e sobrevida global de pacientes com LMA de alto risco, aponta estudo

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Nova opção terapêutica para pacientes com leucemia mieloide aguda que apresentam escore TRM (mortalidade relacionada ao tratamento) de alto risco

Dra. Carla Boquimpani, hematologista e diretora técnica do Hemorio e chefe do serviço de hematologia da Oncoclínicas CTO (centro de tratamento oncológico) do Rio de Janeiro, comenta estudo que teve como objetivo avaliar o uso da decitabina com venetoclax em pacientes idosos com leucemia mieloide aguda.

Todos os pacientes foram tratados em uma única instituição durante 18 anos (2000 – 2018) e fizeram tratamento com quimioterapia agressiva: citarabina (AraC) em alta dose, principalmente acima de 1g/m2. Foram retirados aqueles de prognóstico bom para que justamente não contaminasse a decisão em termos de tratamento.

Para a observação e avaliação dos pacientes, o escore prognóstico determinado foi o TRM (mortalidade relacionada ao tratamento), que utiliza 8 índices clínicos para definir a gravidade da condição de comorbidade. Pacientes que apresentassem cutoff acima 13 foram considerados de alto risco para mortalidade relacionada ao tratamento; cutoff abaixo de 13 indicava baixo risco.

Decitabina mais venetoclax resultaram em: maior resposta global; possibilidade de aumento da sobrevida global; diminuição de eventos relacionados ao tratamento; e maior segurança, em comparação à quimioterapia.

A mediana de idade para o grupo de decitabina com venetoclax foi de 72 anos versus 67 anos para o grupo da quimioterapia.

Os pacientes de baixo risco (TRM < 13) tratados com decitabina e venetoclax apresentaram sobrevida global de 15 meses versus 11 meses daqueles que utilizaram quimioterapia. Já entre os pacientes de alto risco (TRM > 13), a SG foi de 9 meses para o primeiro grupo versus 2,4 meses para o segundo.

A resposta completa no grupo tratado com venetoclax com decitabina foi de 82% versus 59% no grupo tratado com quimioterapia. A mortalidade em 30 dias foi de apenas de 1,2% no primeiro grupo e o 15% para aqueles que trataram com quimioterapia intensiva.

O estudo conclui que pacientes candidatos à quimioterapia e considerados pelo TRM como alto risco podem, talvez, ter melhor resposta e maior sobrevida se utilizarem a decitabina e o venetoclax.

Se preferir ouça nosso Podcast:

Referência:
Maiti, A et al. 10-DAY DECITABINE AND VENETOCLAX (DEC10-VEN) VS. INTENSIVE CHEMOTHERAPY (IC) IN ACUTE MYELOID LEUKEMIA (AML): A PROPENSITY SCORE MATCHED ANALYSIS STRATIFIED BY RISK OF TREATMENT-RELATED MORTALITY EHA Library. Maiti A. 06/12/20; 294961; S141
https://library.ehaweb.org/eha/2020/eha25th/294961/abhishek.maiti.10-day.decitabine.and.venetoclax.28dec10-ven29.vs.intensive.html?f=listing%3D0%2Abrowseby%3D8%2Asortby%3D1%2Asearch%3Dvenetoclax+decitabine+leukemia

 

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