Atenção ao paciente com câncer de próstata avançado em tempos de pandemia

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Dr. Fabio Schutz, oncologista clínico da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, conta como o tratamento dos pacientes com câncer de próstata está sendo adaptado na pandemia. Especialista acredita em medicações semestrais mesmo em casos mais avançados  

A pandemia de Covid-19 alterou o processo de decisão terapêutica de portadores de câncer em geral para diminuir o número de idas aos hospitais e assim reduzir o risco de infecção pelo novo coronavírus. Em novo vídeo, o Dr. Fabio Schutz, oncologista clínico da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, contou como isso está sendo feito para pacientes com câncer de próstata avançado ou localmente avançado.

 

O que temos tentado é expor os pacientes cada vez menos ao ambiente hospitalar, principalmente com o recrudescimento da pandemia. Toda a estratégia para reduzir essa circulação no hospital é importante”, afirma Dr. Schutz.   

A opção disponível hoje para tratamento é a privação androgênica (ADT), que normalmente é feita com análogo de GnRH. O oncologista relatou que, como os profissionais estão optando por tratamentos que demandem sair menos de casa e a formulação dessa medicação existe em versões mensais, trimestrais e semestrais, eles estão preferindo indicar a semestral.  

“Mesmo nos pacientes com a doença localmente avançada, que vão fazer radioterapia concomitante, principalmente com hormonioterapia com ADT, temos priorizado dar a leuprorrelina semestral”, acrescenta o especialista.  

A outra opção é oferecer novos agentes hormonais, como abirateronaenzalutamida e apalutamida, em detrimento da quimioterapia. Além de diminuir as idas às clínicas, os efeitos colaterais e a imunossupressão caem.  

“Via de regra temos nos preocupado com a qualidade de vida dos pacientes. Orientamos a manter hábitos saudáveis e, sempre que possível, manter a atividade física para preservar a massa óssea e muscular”, finaliza Schutz. 

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