Imunoterapia neoadjuvante para sarcoma pleomórfico indiferenciado demonstra atividade clínica acima do esperado em comparação aos controles históricos

2 min. de leitura

Resultados preliminares de um estudo de fase II de imunoterapia neoadjuvante para sarcoma pleomórfico indiferenciado (SPI) e lipossarcoma desdiferenciado (LPSDD) demonstram atividade clínica significativa no SPI, acima do esperado em comparação aos controles históricos

Estudo randomizado, de fase 2, não comparativo, apresentado durante o ASCO 2020 Virtual Annual Meeting, avaliou a eficácia do uso de inibidores de correceptores imunes (ICI) no cenário neoadjuvante (nivolumabe [N] ou ipilimumabe/nivolumabe [I/N]) em pacientes com lipossarcoma desdiferenciado (LPSDD) retroperitoneal cirurgicamente ressecável ou sarcoma pleomórfico indiferenciado (SPI) de extremidade/tronco tratados com radioterapia neoadjuvante concomitante (RT, somente para SPI).

O desfecho primário foi a resposta patológica. Os desfechos secundários foram segurança, resposta por RECIST, sobrevida livre de recorrência, sobrevida global e resultados relatados pelo paciente.

Bioespécimes (tumor, sangue, microbiota fecal) no início, na terapia e no momento da cirurgia foram coletados e serão avaliados para identificação de biomarcadores prognósticos para imunoterapia. Avaliou-se a correlação entre resposta radiográfica e patológica por regressão linear. As análises de correlação incluem avaliação da expressão de PD-L1 do tumor, caracterização dos infiltrados de células imunes no tumor por imunohistoquímica multiplex e análises transcriptômicas e genômicas.

Dos 25 pacientes inscritos, 24 foram avaliados quanto à resposta (14 LPSDD, 9 SPI). A atividade clínica foi variável por subtipo histológico e tratamento com RT. A mediana da resposta patológica na coorte do SPI foi de 95% [IC95% 85–99] e foi semelhante entre os grupos N/RT e I/N/RT. A mediana da resposta patológica na coorte LPSDD foi de 22,5% (IC95% 85–99). A mediana de mudança do tamanho do tumor (resposta radiográfica) foi de -4% e + 9% nas coortes SPI e LPSDD, respectivamente. Não houve correlação entre a resposta patológica e a resposta radiográfica (R² 0.0309; p = 0.43). Dos 8 pacientes com resposta patológica ≥ 85%, houve 1 resposta parcial, 5 doenças estáveis e 2 progressões de doenças pelo critério RECIST. Houve 1 atraso na cirurgia devido à hiperbilirrubinemia grau 3. Não houve diferença na toxicidade entre N/RT e I/N/RT.

N/RT e I/N/RT têm atividade clínica significativa no SPI, acima do esperado em comparação aos controles históricos. Os perfis de toxicidade foram os esperados e a maioria dos pacientes foi submetida à ressecção sem atrasos.

Estudos maiores que avaliam N/RT em SPI são aguardados, dada a resposta patológica significativa nesta coorte. O RECIST não foi associado à resposta patológica e são necessários melhores marcadores da atividade clínica para tratamento. Análises de correlação que podem orientar estratégias terapêuticas de combinação estão em andamento.

Referência:
J Clin Oncol 38: 2020 (suppl; abstr 11505)DOI:10.1200/JCO.2020.38.15_suppl.11505
https://meetinglibrary.asco.org/record/185571/abstract

Send this to a friend