ASCO 2020: Highlights sobre melanoma

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Dr. Rodrigo Munhoz, oncologista clínico do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo, destaca quatro trabalhos relacionados à melanoma, apresentados durante o ASCO 2020 Virtual Annual Meeting.

C-144-01

O estudo C-144-01, de fase 2, avaliou a eficácia e a segurança do lifileucel, uma modalidade de terapia celular que emprega linfócitos tumorais infiltrantes, em pacientes com melanoma metastático irressecável que progrediram em uso de bloqueadores de correceptores imunes e inibidores de BRAF / MEK, se BRAFv600 mutado.

Foram relatados 66 pacientes, cuja terapia consistiu no isolamento de linfócitos infiltrantes de uma amostra do tumor, quimioterapia para linfodepleção, seguida de uma única infusão de lifileucel e, subsequentemente até 6 doses de IL-2. Em pacientes com melanoma metastático que progrediram em várias terapias anteriores, o uso da técnica contendo lifileucel resultou em respostas objetivas em 36,4% dos casos, apesar da alta incidência de eventos adversos.

USO DE IPILIMUMABE + ANTI-PD-1 EM PACIENTES COM FALHA A ANTI-PD-1 EM MONOTERAPIA

Dois estudos avaliaram a tentativa de resgate após falha à imunoterapia em primeira linha com a combinação de ipilimumab + anti-PD-1.

Um deles foi um ensaio clínico prospectivo de fase II, que avaliou a combinação de ipilimumabe em dose reduzida + pembrolizumabe em pacientes com melanoma avançado que apresentaram progressão tumoral em vigência de terapia anti-PD1. O uso da combinação demonstrou taxa de resposta de 27% por critérios de iRECIST, com mediana de sobrevida livre de progressão de 5,0 meses e mediana de sobrevida global de 24,7 meses.

O segundo estudo apresentado, dessa vez uma série retrospectiva, avaliou o uso do ipilimumabe em monoterapia (161 pacientes) ou a combinação de ipilimumab + anti-PD-1 (169 pacientes) após falha a agentes anti-PD1. Apesar das limitações associadas ao desenho retrospectivo e potenciais vieses de seleção, a coorte de pacientes que recebeu a combinação de ipilimumabe + anti-PD1 demonstrou maior taxa de resposta, sobrevida livre de progressão e sobrevida global.

TORIPALIMABE ASSOCIADO AXITINIBE – MELANOMA DE MUCOSA METASTÁTICO

O melanoma da mucosa metastático responde mal à terapia de bloqueio de PD-1 em comparação com o melanoma cutâneo, mas a combinação da inibição do VEGF com o bloqueio de PD-1 pode fornecer oportunidades terapêuticas. Este estudo avaliou a segurança e a eficácia do toripalimabe combinado com axitinibe no tratamento do melanoma da mucosa metastático, mostrando que o toripalimabe associado a axitinibe apresenta resultados promissores no tratamento do melanoma da mucosa metastático. Além disso, os escores do perfil de expressão gênica (GEP) de genes selecionados relacionados à imunidade e à angiogênese podem prever a resposta à combinação de toripalimabe e axitinibe

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Referências:
J Clin Oncol 38: 2020 (suppl; abstr 10006)
https://meetinglibrary.asco.org/record/186915/abstract

J Clin Oncol 38: 2020 (suppl; abstr 10005)
https://meetinglibrary.asco.org/record/185644/abstract

J Clin Oncol 38: 2020 (suppl; abstr 10007)
https://meetinglibrary.asco.org/record/186918/abstract

J Clin Oncol 38: 2020 (suppl; abstr 10004)
https://meetinglibrary.asco.org/record/185737/abstract

 

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