Abordagem do câncer de próstata no ASCO 2021

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Alguns trabalhos sobre câncer de próstata tiveram destaque durante o Congresso Mundial da ASCO 2021. A atualização de segurança com análise de fraturas nos pacientes após uso mandatório de agentes de proteção óssea (denosumabe ou ácido zoledrônico) foi abordada no PEACE III, um ensaio de fase III, randomizado e aberto, que avaliou enzalutamida + rádio-223 vs. enzalutamida em 223 pacientes assintomáticos ou levemente sintomáticos com câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRCm).   

No geral, 69,5% dos pacientes com enzalutamida + rádio-223 (95,2% após tornar o agente de proteção óssea obrigatório) e 73,1% dos pacientes com enzalutamida (95% após tornar o agente obrigatório) receberam agente de proteção óssea no tratamento. 

A mediana foi de 23,1 meses para aqueles que receberam tratamento e de 36,7 meses para os pacientes sem nenhum dos dois agentes. 39 pacientes relataram fraturas, sendo que 30 não receberam o agente e 9 receberam, estando 24 desses no braço de enzalutamida + rádio-223.   

Na ausência de agentes protetores ósseos, o risco de fratura aumenta quando rádio-233 é adicionado à enzalutamida. Porém, em ambos os braços, o risco permanece quase abolido após o uso de agentes de proteção óssea, enfatizando assim a importância de cumprir as recomendações internacionais em termos de administração de agentes protetores ósseos em pacientes com CPRCm. 

No estudo ARAMIS, pacientes com câncer de próstata não metastático resistente à castração (nmCPRC) foram randomizados na proporção 2:1 para darolutamida ou placebo associado à terapia de privação androgênica. O ensaio foi duplo-cego, mas o cegamento foi aberto após a análise primária, quando os pacientes do grupo placebo poderiam receber darolutamida de forma aberta. 

A tolerabilidade foi avaliada a cada 16 semanas. Os resultados demonstram que a darolutamida permaneceu bem tolerada na análise estendida (duplo-cego + aberto) na dose recomendada de 600mg duas vezes ao dia, com 98,8% dos participantes recebendo a dose cheia planejada, aumentando a probabilidade de benefício clínico para o controle eficaz da doença e de sobrevida prolongada.   

  

Referências: 


1.Lv J, et al. Decresead fracture rate by mandating bone protecting agents in the EORTC13 33/ PEACE III trial combining Ra223 with enzalutamide versus enzalutamide alone: an updated safety analysis. J Clin Oncol 39, 2021 (suppl 15; abstr 5002). DOI: 10.1200/JCO.2021.39.15_suppl.5002.  

 

2.Fizazi K, et al. Darolutamide (DARO) tolerability from extended follow up and treatment response in the phase 3 ARAMIS trial. 2021 ASCO Annual Meeting. J Clin Oncol 39, 2021 (suppl 15; abstr 5079). DOI:10.1200/JCO.2021.39.15_suppl.5079 

 

 

 

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